Tudo na vida tem um principio e um fim, pelo que se aproxima o fecho de mais um ciclo.
Terminarei em breve a aventura por terras angolanas e chega o aguardado regresso ao meu país.
Levo na bagagem uma infinidade de experiências, vivências, alegrias e tristezas. Transportarei no coração uma terra que não se esquece e um povo caloroso, que tão bem me recebeu, corajoso, como poucos e alegre, mesmo nas mais adversas situações. Sem dúvida que a visão que tenho do mundo jamais será a mesma. África alarga os nossos horizontes, molda a visão, mostrando-nos o melhor e o pior do ser humano.
Diz-se que quem trabalha em Angola fica preparado para trabalhar em qualquer parte do mundo. Em breve esclarecerei esta dúvida. Mas, certamente, que aprendemos muito com as experiências que aqui vivemos.
Tristeza? Alguma. Fruto da grande mágoa que foi descobrir a essência do povo português, através de alguns dos seus espécimes que aqui habitam. Descobri da pior forma a pequenez, a mesquinhez, a inveja, o provincianismo e a esperteza saloia da alma lusitana, sempre pronta a prejudicar o próximo, principalmente se este é um compatriota, em benefício próprio. Mas é bom que se diga que nem todos são assim e que conheci pessoas, poucas, com um coração enorme. Levo, no entanto, o consolo dos estrangeiros e angolanos que aqui conheci que muito raramente me julgavam português. Definitivamente não falamos a mesmo língua...
Se ser utópico é pensar que ainda existem pessoas que trabalham pelo bem comum e não em beneficio próprio, então eu assumo.
A todos os que me conhecem e acompanham: bem hajam e até ao meu regresso!
Terminarei em breve a aventura por terras angolanas e chega o aguardado regresso ao meu país.
Levo na bagagem uma infinidade de experiências, vivências, alegrias e tristezas. Transportarei no coração uma terra que não se esquece e um povo caloroso, que tão bem me recebeu, corajoso, como poucos e alegre, mesmo nas mais adversas situações. Sem dúvida que a visão que tenho do mundo jamais será a mesma. África alarga os nossos horizontes, molda a visão, mostrando-nos o melhor e o pior do ser humano.
Diz-se que quem trabalha em Angola fica preparado para trabalhar em qualquer parte do mundo. Em breve esclarecerei esta dúvida. Mas, certamente, que aprendemos muito com as experiências que aqui vivemos.
Tristeza? Alguma. Fruto da grande mágoa que foi descobrir a essência do povo português, através de alguns dos seus espécimes que aqui habitam. Descobri da pior forma a pequenez, a mesquinhez, a inveja, o provincianismo e a esperteza saloia da alma lusitana, sempre pronta a prejudicar o próximo, principalmente se este é um compatriota, em benefício próprio. Mas é bom que se diga que nem todos são assim e que conheci pessoas, poucas, com um coração enorme. Levo, no entanto, o consolo dos estrangeiros e angolanos que aqui conheci que muito raramente me julgavam português. Definitivamente não falamos a mesmo língua...
Se ser utópico é pensar que ainda existem pessoas que trabalham pelo bem comum e não em beneficio próprio, então eu assumo.
A todos os que me conhecem e acompanham: bem hajam e até ao meu regresso!




24 Contrastes:
Que tudo te corra pelo melhor e quando tiveres por cá se passares por perto de mim, diz alguma coisa, seria um previlégio beber um copo contigo.Boa sorte.
Faço votos para que o retorno à pátria corra bem.
A experiência africana decerto que te servirá bem para o futuro.
Boa sorte!
Que o regresso ao país traga um futuro mais risonho. Boa sorte!
Bom regresso...
Quanto à análise que fazes dos nossos compatriotas...porque será que não me admira? Infelizmente estão a crescer mais depressa que os cogumelos...
bom regresso :)
tenho passado por aqui...
gosto de ler-te
Conde,
Fica combinado, vamos então um dia destes beber um copo e falar um pouco.
Abraço!
Maldonado,
Certamente que esta experiência será útil. Aprende-se mesmo muito por aqui!
Obrigado e um abraço.
Jorge,
Espero bem que sim! Até porque acima de tudo acredito no futuro do nosso país.
Obrigado!
Dina,
Obrigado.
Algumas pessoas desiludiram-me imenso. Chego a pensar que é por isso que o nosso país está como está! Mas enfim, é contra isso que temos que lutar.
Teresa,
Obrigado!
Apareça sempre, pois é bem vinda.
É um regresso aguardado já há algum tempo.
Uma boa viagem de regresso meu caro.Espero sinceramente que a vida cá pela "metrópole" te sorria.
Esses sentimentos que descreves em relação aos tugas,também o senti quando estive no Brasil, ainda pensamos que somos os colonizadores eque todos se têm de rebaixar aos gajos que vêm de Portugal.Somos um povo muito pouco humilde e muito pouco amigo do próximo.
Pano para mangas esta questão de ser Tuga.
grande abraço
Pedro,
Como estiveste no Brasil de certeza que sabes bem como me sinto.
Há de tudo, há gente trabalhadora, honesta e empreendedora, mas que fica completamente ofuscada por alguns, muitos, maus exemplos.
Sem dúvida que é tema com pano para mangas.
Obrigado e um abraço!
Caríssimo, seja portanto um bom regresso e um início de um ciclo renovado e em cheio.
Quanto ao que afirma sobre o pior da alma lusa, e tal como o Pedro Oliveira acrescenta, posso assinar por baixo pois é exactamente assim que muitos dos nossos compatriotas continuam a pensar que se devem movimentar e estar em certos países.
Ferreira-Pinto,
Esperemos bem que sim. Obrigado.
Pois, e assim se dá uma bela imagem do nosso país lá fora.
André
Existe de gente de toda a qualidade em toda a parte do mundo...
Guarda no coração os fabulosos que conheceste, guarda no fundo da tua cabeça os outros e daqui para a frente podes colocar-te á tabela com certas pessoas.
Existe ainda muita gente, em todo o lado disposta a batalhar pelo bem comum.
Todos que conheço que passaram por Angola ficaram apaixonados por Africa!
Bom regresso
Cá te espero!
Ana,
Gostei dos teus conselhos!
Eu também acredito que ainda existem pessoas que lutam pelo bem comum. Mal de nós se algum dia deixarmos de acreditar.
Não tenhas dúvidas que esta terra nos marca.
Obrigado.
RTP - Rádio e Televisão do PS
Ontem à noite assisti a um programa interessante na RTP. O "Conversas com Mário Soares" trazia como convidados, Santiago Carrillo (ex-Secretário Geral do Partido Comunista Espanhol) e Raul Morodo (membro do PSOE e ex-embaixador de Espanha em Portugal).
Os três falaram na luta dos seus partidos (todos de esquerda) contra os regimes de Franco e Salazar. Falaram muito da intervenção do PS e PC espanhol e português na construção da história europeia. Histórias curiosas que envolveram estas 3 personalidades e outras da mesma área política.
Tudo normal, não fosse o cheiro a campanha eleitoral Socratiana, que este programa emanou e de como pareceu ser "ensaiado". Santiago falou mal de Cunhal e distanciou-se do PCP. Os três falaram bem de Zapatero e Santiago disse até que a esquerda deve apoiar o PS de Zapatero. Insinuando que alguns comunistas devam apoiar Sócrates (numa tentativa de ir buscar votos do PCP para ao PS, nas eleições que se aproximam).
Quiseram passar a ideia de que o PSD, o CDS, o PP Espanhol e outros, não tiveram um papel igualmente fundamental na democratização das sociedades portuguesa e espanhola. Como se não tivessem havido outras figuras (para além de Soares, Gonzalez, Carrillo) que lutaram contra o regime salazarista. Houve, e alguns desses fizeram-no "às claras", pela frente, nos locais devidos, junto ao povo. Sem estarem escondidos ou "exilados" no luxo de Paris.
É uma vergonha, que a RTP coloque um programa destes no ar. Onde está o "famoso" contraditório?
Luís Melo,
Eu, como visitante diário do seu blogue, não preciso que me transcreva os seus posts sobre a forma de comentários, pois eu, como qualquer bloguer, gostaria que estes fossem o tema dos meus posts.
Passei por acaso, depois de ler um comentário seu, num outro Blog, que me despertou muito a atenção!
Quis espreitar e li um texto que relata com simplicidade uma experiência que o marcou! Gostei do que li e desejo vivamente que a essa experiência possa acumular outras de igual beleza e intensidade!
Voltarei certamente!
Jardins de Laura,
Será sempre bem vinda. Apareça mais vezes!
Sem dúvida que foi uma excelente experiência, aprende-se muito por aqui. Nunca mais somos os mesmos depois de visitar África.
Viver e trabalhar em Angola é algo único e difícil de explicar para quem não conhece. Vivemos experiências maravilhosas,ímpares...mas outras muito más, únicas, pela negativa. É um país de extremos que se aplica a todos os opostos, "bem/mal", "bom/mau", "rico/pobre", "frio/caloroso"...etc. Quem trabalha neste país, está certamente apto para trabalhar em qualquer parte do mundo porque aqui o nosso ritmo anda a 1.000km/h. Temos de pensar em tudo e mais alguma coisa e nunca conseguimos estar com o pensamento livre de tarefas ou preocupações. Após 4 anos, mais um mês e estarei também em Portugal. Saudades? Deixo muitas. Dos meus alunos principalmente. Voltar? Não em breve. Precisamos do nosso país. Quanto aos portugueses que aqui se encontram sei que tens razão. Mas também tive muitos bons colegas de trabalho e amigos, para os quais a porta da nossa casa está sempre aberta. É verdade que há bom e mau por todo o lado, a diferença é que este é visto como um país de oportunidades para o qual rumam muitas pessoas com a vontade cega de rechear a conta bancária. Mas felizmente, nem todos são assim.
Beijos
Carina
Ai é? Vinde sff, cá te aguardamos para agitar massas e sociedades!
Um abração
Carina,
Faço minhas as tuas palavras, porque conheces essa realidade há mais tempo que eu.
Jamais esquecerei o tempo que lá passámos...
Beijinhos
Fly,
Já cá estou para o que der e vier!
Grande abraço
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