A falta de liderança, que faça as coisas certas, é demonstrativa de uma maior falta de contribuição para o bem comum, o que pode dar origem à crítica excessiva ou à famosa "má língua".
"O enfoque na contribuição desvia a atenção da pessoa da sua própria especialidade, das suas próprias competências limitadas, do seu próprio departamento e em direcção ao desempenho no seu todo. Desvia a atenção para o exterior, o único lugar onde existem resultados. (...) Por conseguinte, também terá de pensar em termos do comprador, do cliente ou do doente, que é o derradeiro motivo para o que a organização produz, quer sejam bens económicos, políticas governamentais ou serviços de saúde." (Peter Drucker)
Esta falta de compromisso é ainda mais reveladora na forma como a nossa classe política discute no parlamento ou faz campanha, com críticas e acusações de parte a parte, ao invés de sugestões e recomendações para melhorar o estado da nação.
Vejam como exemplos, aqui Sócrates a "arrasar" Manuela Ferreira e aqui Miguel Portas a acusar Sócrates pela crise, como se uma só pessoa pudesse ser responsável por isso! Este tipo de discurso é vazio, oco, banal e subjectivo, desviando as atenções do fundamental, e incentivando aquilo que mais se pratica: a crítica e a má língua.
Assim sendo, e quando o exemplo não vem de cima, que mais se pode esperar da parte do povo?
Quando os nossos líderes não se empenham na contribuição e são os maiores especialistas em mal dizer, pouco mais nos restará a nós que seguir o seu exemplo. E assim caminha a nação, afastada do que realmente importa, numa espiral de mal dizer que vem do topo à base da pirâmide.
Talvez por isso estes dois posts não tenham passado, para muitos, de uma sessão de mal dizer e críticas sem razão e por isso mesmo este é o país que somos e não o que temos.
"O enfoque na contribuição desvia a atenção da pessoa da sua própria especialidade, das suas próprias competências limitadas, do seu próprio departamento e em direcção ao desempenho no seu todo. Desvia a atenção para o exterior, o único lugar onde existem resultados. (...) Por conseguinte, também terá de pensar em termos do comprador, do cliente ou do doente, que é o derradeiro motivo para o que a organização produz, quer sejam bens económicos, políticas governamentais ou serviços de saúde." (Peter Drucker)
Esta falta de compromisso é ainda mais reveladora na forma como a nossa classe política discute no parlamento ou faz campanha, com críticas e acusações de parte a parte, ao invés de sugestões e recomendações para melhorar o estado da nação.
Vejam como exemplos, aqui Sócrates a "arrasar" Manuela Ferreira e aqui Miguel Portas a acusar Sócrates pela crise, como se uma só pessoa pudesse ser responsável por isso! Este tipo de discurso é vazio, oco, banal e subjectivo, desviando as atenções do fundamental, e incentivando aquilo que mais se pratica: a crítica e a má língua.
Assim sendo, e quando o exemplo não vem de cima, que mais se pode esperar da parte do povo?
Quando os nossos líderes não se empenham na contribuição e são os maiores especialistas em mal dizer, pouco mais nos restará a nós que seguir o seu exemplo. E assim caminha a nação, afastada do que realmente importa, numa espiral de mal dizer que vem do topo à base da pirâmide.
Talvez por isso estes dois posts não tenham passado, para muitos, de uma sessão de mal dizer e críticas sem razão e por isso mesmo este é o país que somos e não o que temos.




8 Contrastes:
Follow the leader era um jogo que eu costumava jogar quando era petiz e andava na primária!
Hoje, que ando meio espigadote, acho que temos todo o direito de mandar bugiar os líderes.
Quer dizer, ponto de ordem à mesa e já ... mas nós temos líderes? A sério? Hum ...
André
Este comentário é para os dois post.
Ora bem, estás a ver uma familia?!
Em que a mãe diz ao filho que ele é trapalhão, a tia diz que o cunhado é despassarado, a avó diz que o marido sempre foi um ingenuo. Mas isto tudo internamente, entre eles, só. Se o vizinho disser isso caem-lhe em cima.
Por um lado acho que se sofre desse problema.
Por outro, Portugal esteve cristalizado, fechado, durante muito tempo com graves consequências.
Recordando coisas triviais, os filmes chegavam cá um ano depois de receberem os Óscares, os discos também, Concertos eram pouquissimos.
Habituamo-nos muito há ideia de que fora de portas era tudo melhor, mais deversificado.
Por exemplo antes do 25 de Abril a Coca Cola era proibida, não é que tenha sido uma grande conquista, mas lá iamos a Badajoz e traziamos escondidas...
Portanto ficámos sempre fascinados com o "lá fora"!
Entretanto caimos noutros excessos, Festivais de Rock são milhentos, Estádios de Futebol, Auto estradas, coisas que se começaram a banalizar, estupidamente.
Por outro lado ainda temos outras particularidades: somos latinos, empolgamos as coisas, o nosso primeiro Rei bateu e prendeu a mãe, espera-se a chegada de um D. Sebastião, metafóricamente é claro, mas espera-se.
A mentalidade passou do 8 para o 80há falta de principios, isto de uma forma muito generalizada, a má lingua é uma industria nacional.
Somos infantis em muitas coisas enquanto povo, até porque nos enfiam o barrete com facilidade.
beijos
Mas há duas formas de critica.
Aqueles que criticam, mas têm vontade de mudar, e estão dispostos a trabalhar para isso.
E há os outros, os que criticam ,mas não fazem nada, porque para essa maioria, afinal assim está bem.
Entretanto a classe política que deveria ser a primeira a unir-se e dar o exemplo, ataca-se mutuamente, pondo em prática a velja máxima: "Dividir para reinar".
E enquanto os eleitores não perceberem isto e não se unirem eles para por cobro a esta situação continuaremos a ter mais do mesmo.
No fundo, mudaria a tua última frase, nós temos o País que fazemos (todos, sem excepção).
Bom texto, como sempre :)
Ferreira-Pinto,
Concordo contigo quando dizes para mandarmos bugiar os lideres, ao mesmo tempo que te interrogas se realmente existirá tal coisa por cá!
Mas olha que, infelizmente, o Follow the Leader ainda tem bastantes seguidores.
Ana,
Isso é uma grande verdade.
Somos os únicos a poder dizer mal da nação, rebaixando-a a níveis ridículos. Mas cai o Carmo e a Trindade se tal opinião vem lá de fora! Confesso que não percebo o porquê... Tens toda a razão, passados tantos anos continuamos a valorizar mais o que vem lá de fora, todos sem excepção. Inclusive as politicas económicas, que têm sido sempre baseadas no investimento estrangeiro, como se por cá só habitassem incompetentes e preguiçosos, ao invés de estimular a produção e o consumo interno. Resultado: os bons emigram ou são caçados pelos estrangeiros e a riqueza produzida "foge" para o estrangeiro via multinacionais.
Nunca tinha pensado nisso, mas realmente somos infantis em muitas coisas.
Pronúncia,
Concordo em absoluto quando referes as duas formas de critica.
Regra geral a critica é pouco construtiva, basta ver o exemplo da classe política.
"E enquanto os eleitores não perceberem isto e não se unirem eles para por cobro a esta situação continuaremos a ter mais do mesmo."
Na mouche! O problema é mesmo esse!
Concordo completamente com a última frase em que afirmas que nós temos o país que fazemos. Sem dúvida. Não venham por as culpas só nos políticos pois eles são portugueses tal como todos nós. Nasceram em Portugal, andaram nas mesmas escolas que nós, nas mesmas universidades, vêm das mesmas cidades, etc...
Meu Caro,
ultimammente não tenho tido tanto tempo paar vos visitar,mas hoje não podia perder a oportunidade para te enviar um abraço neste dia do vizinho, ainda que virtual.Devemos estimar os vizinhos, obrigado por seres um vizinho presente.
Pedro,
Muito obrigado e igualmente!
Já visitei e comentei o teu post (muito bom, diga-se) sobre este assunto.
Abraço.
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