Surgiu há tempos nesta caixa de comentários, do Cidadelvas, uma interessante discussão sobre o facto de Elvas ser ou não uma cidade académica e a importância que esta componente acarreta.
A cidade neste momento conta apenas com uma instituição de ensino superior, afecta ao Instituto Politécnico de Portalegre, a ESAE, com uma oferta formativa de apenas 3 licenciaturas. Diga-se em abono da verdade que é pouco.
As universidades são motores de desenvolvimento, enquanto pólos de investigação e "fornecedoras" de mão de obra qualificada, o que contribui significativamente para a competitividade e desenvolvimento.
Existe uma relação directa entre a existência de instituições de ensino superior numa determinada localidade, facilmente confirmado pela localização das maiores Universidades do país, em Lisboa, Porto e Coimbra, respectivamente, e o desenvolvimento sócio-económico dessa mesma localidade. Mais exemplos existem, para ilustrar este facto, como o grande desenvolvimento que sofreram nos últimos 20 anos cidades como a Covilhã ou Beja, graças à instalação de instituições de ensino superior nas mesmas.
No entanto este desenvolvimento reveste-se de uma grande reciprocidade, pois o meio em que se insere a instituição de ensino, também, irá contribuir para a qualidade do ensino a ministrar na mesma. Um curso de Eng. Agrónoma, por exemplo, encontrará mais facilidades em Elvas do que em Lisboa.
São precisamente as características únicas de Elvas, a proximidade com Espanha, que deviam servir para captar uma maior oferta académica, de qualidade, que ao mesmo tempo iria contribuir para o desenvolvimento social e económico do meio (tão necessitado!). Assim de repente, e sem pensar muito, vêm-me à mente os cursos de Gestão e o de Relações Internacionais. O primeiro seria interessante pela importância que a área do Comércio Internacional tem para Elvas, fruto de uma relação secular com Espanha, bem como pelos benefícios que esta proximidade pode dar a esta área específica da Gestão, que dará um grande salto com a criação da futura Plataforma Logística Elvas/Caia. O segundo precisamente pelas mesmas razões, mas mais ainda pela importância que o tema vai ter aquando da criação da Eurocidade Elvas/Badajoz.
Elvas precisa muito de mais ensino superior, mas também tem muito para oferecer a este. Assim haja força de vontade e coragem a quem de direito.
A cidade neste momento conta apenas com uma instituição de ensino superior, afecta ao Instituto Politécnico de Portalegre, a ESAE, com uma oferta formativa de apenas 3 licenciaturas. Diga-se em abono da verdade que é pouco.
As universidades são motores de desenvolvimento, enquanto pólos de investigação e "fornecedoras" de mão de obra qualificada, o que contribui significativamente para a competitividade e desenvolvimento.
Existe uma relação directa entre a existência de instituições de ensino superior numa determinada localidade, facilmente confirmado pela localização das maiores Universidades do país, em Lisboa, Porto e Coimbra, respectivamente, e o desenvolvimento sócio-económico dessa mesma localidade. Mais exemplos existem, para ilustrar este facto, como o grande desenvolvimento que sofreram nos últimos 20 anos cidades como a Covilhã ou Beja, graças à instalação de instituições de ensino superior nas mesmas.
No entanto este desenvolvimento reveste-se de uma grande reciprocidade, pois o meio em que se insere a instituição de ensino, também, irá contribuir para a qualidade do ensino a ministrar na mesma. Um curso de Eng. Agrónoma, por exemplo, encontrará mais facilidades em Elvas do que em Lisboa.
São precisamente as características únicas de Elvas, a proximidade com Espanha, que deviam servir para captar uma maior oferta académica, de qualidade, que ao mesmo tempo iria contribuir para o desenvolvimento social e económico do meio (tão necessitado!). Assim de repente, e sem pensar muito, vêm-me à mente os cursos de Gestão e o de Relações Internacionais. O primeiro seria interessante pela importância que a área do Comércio Internacional tem para Elvas, fruto de uma relação secular com Espanha, bem como pelos benefícios que esta proximidade pode dar a esta área específica da Gestão, que dará um grande salto com a criação da futura Plataforma Logística Elvas/Caia. O segundo precisamente pelas mesmas razões, mas mais ainda pela importância que o tema vai ter aquando da criação da Eurocidade Elvas/Badajoz.
Elvas precisa muito de mais ensino superior, mas também tem muito para oferecer a este. Assim haja força de vontade e coragem a quem de direito.




12 Contrastes:
Pois caro amigo, quando uns dias antes da Semana da Juventude eu toquei neste assunto, 2 ou 3 sujos da blogosfera da nossa cidade num instante deturparam a ideia e a enxovalharam... há muitos sectores que se deverão movimentar para que o sonho seja realidade: Elvas Cidade Académica!
Cumps
Xavier,
Ora nem mais!
Das duas uma, ou não perceberam a tua ideia, ou então só a queriam deturpar.
Este é um assunto que deve interessar a todos sem excepção.
Abraço
Bom tema. Bem escrito. Tenho o privilégio de conhecer por dentro e por fora a Universidade de Évora. Todos sabemos, e quem não sabe fica a saber, que é uma das universidades mais antigas do país e uma das que mais dificuldades tem de sustentabilidade. É grave? Claro que é. Mas nessa dificuldade está um possível caminho a seguir. Por que não unificar Instituto Politécnico de Beja com a Universidade de Évora e o de Portalegre? Por que não? Podia criar-se uma Universidade que abrnagesse todo o alentejo. Elvas, com um Câmara com um superavit tão bom (é um facto), por que não atrair algum Pólo para Elvas? O de Línguas, o de Engenharias que se relacionem com agricultura, biologia? Temos espaço, temos sítio. Temos cidade. Agora temos condições. Por que não? Daqui por uns dias exponho a minha ideia mais bem explicada no meu blog.
PB,
É uma sugestão interessante.
Resta saber se Portalegre e Évora, cuja política bicéfala para o Alentejo tanto nos tem prejudicado, estão dispostas a isso.
Fico a aguardar a exposição no teu blogue.
Polo Universitário até Alter do Chão já tem. Da Universidade de Évora!!!
Como de costume fica Elvas sempre na discussão dos assuntos, enquanto os outros de forma efectiva vão crescendo.
Gestão e Hotelaria julgo que seriam duas áreas que nos podiam ser muito uteis. E espaços em Elvas não faltam, só precisam da devida adaptação tal como fizeram no Quartel do Trem. Mesmo em frente está outra possibilidade. Mas vamos continuar a discutir as possibilidades e os outros a avançarem. Note-se que isto não tem que ver só com o presente, mas sempre fomos assim...
Cumps
Anónimo,
É por essas e por outras que Elvas é uma terra de futuro: deixa-se tudo para amanhã.
Certamente que Hotelaria também é uma área interessante, pois Elvas tem enormes possibilidades inexploradas neste campo.
E tem razão quando afirma que sempre assim foi.
André
Os Polos Universitários desenvolvem as urbes, sim senhor!
Mas isso só não basta, tenho a estranha sensação que se caiu no exagero, na banalização do Ensino Superior.
Toda a gente procura canudo, o ultra foleiro anel de curso, a fatiota para a benção das fitas, a besana da semana académica...no meio disso tudo a aventura que é aprender parece esquecida!
Estou à espera que apareçam o Curso Superior de ciências de Telemarketing com pós Graduação em Call Center ou o Bacherelato em entrega de pizzas com acesso ao estudos superiores de caixa de supermercado!
A verdade é que temos que criar infraestruturas, de emprego, sustentaveis, acompanhando a espicifidades locais, para aí sim desenvolvermos efectivamente o interior o litoral em suma o país.
beijos
Ana,
Eu sou contra a banalização do ensino superior, devido à enorme quantidade de vagas disponíveis, o que é diferente da distribuição geográfica das mesmas. Assim como pelos cursos que só existem para alguns profs univ. terem emprego!
Há que ter um ensino superior coerente e que aproveite as especificidades de cada local, para bem de ambos.
À questão levantada apenas posso responder numa perspectiva geral, pois não conheço suficientemente bem Elvas para me pronunciar sobre o caso concreto.
Contudo, penso ser indubitável que a existência do Ensino Superior funciona sempre como pólo de desenvolvimento; agora, se esse desenvolvimento depois tem reflexos mais profundos no meio, aí penso que é preciso pensar bem nas apostas que se fazem no plano da formação.
Sem desprimor, concordo que possivelmente faz mais sentido um curso de Agronomia ou Enologia em Elvas do que em Lisboa, por exemplo.
Quanto ao resto, mais que apostar no bairrismo saloio de "se eles têm, nós temos de ter", seria mais profícuo apostar na conjugação de esforços. É que, a meu ver, somos relativamente pobres para nos permitirmos desperdiçar meios e dinheiro com o que não seja o melhor!
Só uma provocação meu caro André,
Cidade Académica só há uma, Coimbra e mais nenhuma.
estive ausente,mas mesmo contra indicado cá estou.
Uma conjuntivite ranhosa e um derrame ocular, fizeram-me o favor de visitar, já estou a melhorar.
abraço
Ferreira-Pinto,
É disso mesmo que se trata.
Eu preconizo a criação de universidades em locais idóneos, onde todos tenham a ganhar. Quer o meio envolvente, quer a universidade.
Não estamos, e nunca devíamos ter estado, numa de gastar recursos à toa.
Pedro,
Provoca à vontade porque é verdade, Coimbra só há uma!
Eu sei bem o que são conjuntivites, é só chegar a Primavera... Horrível! As melhoras!
Abraço.
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