Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

O Clube Bilderberg

O Clube Bilderberg trata-se do grupo da elite europeia e norte americana que se reúne, em segredo e longe dos holofotes, anualmente durante um fim de semana e que deve o seu nome ao local da sua primeira reunião em 1954, no Hotel Bilderberg em Oosterbeek, na Holanda.
Assunto polémico, q.b., principalmente devido ao secretismo que o envolve, pois as suas reuniões são fechadas à comunicação social e sua ordem de trabalhos é confidencial, o que o faz um alvo privilegiado da extrema esquerda, sempre adversa ao secretismo dos ricos e poderosos.
Terminei recentemente a leitura do livro de Daniel Estulin, "Toda a Verdade Sobre o Clube Bilderberg", talvez o autor mais mediático sobre este tema, que já vendeu mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.
Sinceramente, e na minha opinião, a obra não tem ponta por onde se lhe pegue. Limita-se a um desfilar de nomes sonantes da economia e política mundial (David Rockefeller, Henry Kissinger, Rodrigo Rato ou o nosso Pinto Balsemão), uma série de datas e respectivos locais das reuniões do Clube. E para piorar ainda mais a coisa, volta e meia, tem relatos das aventuras do autor, qual espião 007, e das tentativas para o assassinar ou para o ameaçar, sem credibilidade alguma ou verosimilhança.
Estulin durante todo o livro transmite a ideia que todos os políticos e grandes empresários sãos "feios, porcos e maus". A elite não presta e só quer enriquecer pessoalmente subjugando todas as classes inferiores. Todas as guerras, epidemias e tragédias no mundo foram causadas pelo maléfico Clube. E não presta pela simples razão que as suas reuniões são à porta fechada, portanto nada se consegue provar...
Eu pergunto: e qual o problema destes líderes se reunirem à porta fechada? Ou o direito à privacidade e informalidade é apenas para as classes mais baixas?
Por acaso as reuniões dos conselhos de Administração das empresas, onde trabalhamos todos os dias, não são à porta fechada? E são, tal como as do Clube, por um simples motivo: porque o poder não é para quem quer, mas para quem pode e tem capacidade de o exercer. Se toda a pirâmide tiver acesso a toda a informação delineada pelo topo estará dado o primeiro passo em direcção à anarquia. Por algo uma das velhas máximas de Gestão, e que ainda hoje é válida, é o Comando e Controlo (por oposição à Auto-regulação, hoje tão em voga pelo Liberalismo, com as consequências económicas que todos sabemos). Trata-se apenas de manter a ordem, pois verdade seja dita, nem toda a gente consegue compreender o objectivo final da liderança, ficando-se, na maioria das vezes, pelo objectivo imediato.
Mas diz-nos Estulin que o objectivo final é a Nova Ordem Mundial, um governo único, uma moeda única e um mercado único.
E mais uma vez pergunto qual será o problema? Não será já amanhã, mas não tenhamos dúvidas que será uma evolução natural. O país onde cada cidadão vive actualmente, em qualquer parte do mundo, há pouco menos de mil anos era uma manta de retalhos, com pequenos reinos ou cidades-estado, que foi evoluindo lentamente para a nação que é hoje. Tal como os Atenienses não deixaram de o ser por passarem a ser Gregos, eu não passei a ser menos Português por estar na União Europeia.
Certamente que há gente má no Clube Bilderberg, tal como em qualquer outra organização, empresa ou instituição. Nem todos os líderes são bons, há líderes avarentos, arrogantes, e com uma maldade sem limites. Mas isso porque são pessoas como qualquer outra, pelo que estão sempre sujeitos à Vontade de Poder, que é intrínseca à condição humana. Haverão sempre pessoas que colocam o seu benefício acima do bem estar comum, até entre os nossos colegas de trabalho. Por isso faz parte da nossa responsabilidade, enquanto seres sociais, lutarmos contra isso e contribuirmos para um mundo melhor, pois quer queiramos quer não, o ser humano, regra geral, não tem tendência para o mal. Se assim fosse alguém dúvida que já não existiríamos na face do Planeta?
Como acredito na natureza humana prefiro sempre algo mais construtivo, como por exemplo, o livro que estou a ler de Jeffrey Sachs, "Common Wealth", uma obra que visa o actual modelo de crescimento económico, enquanto propõe um novo sistema, mais sustentável e com alternativas para o bem da humanidade. Uma leitura que recomendo vivamente.
Mas mesmo assim o autor não se livrou das farpas de Estulin, só porque já foi convidado de Bilderberg. Haja paciência...

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Angola, novo El Dorado?!

Todos lemos as notícias sobre a importância do investimento português em Angola, sabemos que cada vez mais portugueses vão para lá trabalhar e ouvimos os nossos políticos, juntamente com os deles, incentivarem ao investimento português naquele país.

No entanto o que poucos esperariam seria verem isto acontecer.

Não é nada que eu não esperasse. Pelo que em breve e oportunamente explicarei porquê. Apesar de que, no fundo, toda a gente sabe, mas para variar pensamos que é sempre amanhã...

E isto não passou de uma piada de mau gosto. Brincadeira que quem não conhece Luanda a não ser da janela do quarto do hotel ou do vidro de um BMW X5.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Elvas em imagens 3

Aqui está o terceiro e último post com imagens da cidade de Elvas, onde desta vez daremos um passeio pelo seu Centro Histórico.
Dada a infinidade de locais interessantes que esta cidade tem para mostrar, impossíveis de resumir em três posts, o melhor mesmo é visitarem, a fim de verem e descobrirem pessoalmente. Não se arrependerão.


À parte deixo aqui duas imagens, para contraste, da zona extra muros da cidade, ou seja a área nova e moderna. Como se pode ver é igual a tantas outras cidades modernas portuguesas, nas quais os prédios não são mais que gigantescos caixotes para servirem de dormitórios. É caso para dizer que já não se fazem cidades como antigamente...

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Elvas em imagens 2

Conforme prometido aqui estão mais umas imagens de diversos locais interessantes em Elvas.


Ainda há mais...

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Elvas em imagens

A pedido do amigo X., meu ex-vizinho da Casa de Luanda, entretanto regressado ao seu Brasil, vou deixar aqui uma série de imagens (da minha autoria) de Elvas.
Para abrir o apetite aqui fica, para já, o ex-libris da cidade, o fantástico Aqueduto da Amoreira.



Em breve haverá mais.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O mito do lucro

No fim de semana que passou participei numa agradável tertúlia com mais dois amigos, ambos formados em Gestão, sobre o objectivo principal de uma empresa.
Ficou claro que, para a mais recente fornada de gestores, o lucro continua a ser o objectivo principal de uma empresa. Discordei e fui imediatamente inundado com inúmeros argumentos, pois eles são os formados em Gestão e não eu.
Fiz apenas uma simples retórica. Uma empresa não existe sem clientes; os clientes pagam pelos serviços ou produtos da empresa; os clientes fazem parte da sociedade, logo a empresa está a servir a sociedade. Daí a minha opinião de que é este o principal objectivo de uma empresa: servir a sociedade, criar riqueza na mesma, constituindo uma mais valia à própria. Assim o lucro é apenas o resultado que vem por acréscimo e que confirma a validade do negócio.
No ultra competitivo mundo em que vivemos as empresas que mais apostem na inovação e qualidade são as que mais probabilidades têm de sucesso, portanto o seu objectivo principal é procurar a diferenciação para com a concorrência e só isso lhes poderá, depois, trazer o lucro.
É impensável nos dias que correm, para um empreendedor, iniciar uma empresa sem estudar a concorrência, para melhor compreender e encontrar estratégias que permitam servir melhor os potenciais clientes. Por isso mesmo a Gestão Pós-venda adquire cada vez maior importância.
A insistência no lucro conduz à maximização do mesmo, que por seu lado conduz à especulação, com os resultados que todos, hoje, bem conhecemos. O conceito do lucro e a maximização do mesmo conduz a um crescimento insustentável, que é algo que os grandes teóricos da Gestão há muito ensinam.
Mas infelizmente, e como eu pude constatar, continuamos a tropeçar na mesma pedra.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Um ano de Contrastes

Como quem não quer a coisa esta humilde casa comemora neste mês de Junho o seu primeiro aniversário.
O que começou com uma brincadeira, para despejar palavras e desabafos, sem rumo certo, foi com o tempo tornando-se mais sério, mas não muito, porque nem a vida deve ser levada dessa forma, sob o risco de perder a piada.
Como vivemos num mundo de contrastes, onde infelizmente por vezes parece que a bipolaridade é a única forma de nos equilibrarmos, este espaço pretende continuar a reflectir sobre tudo um pouco do que nos rodeia.
Não posso deixar de agradecer a todos os que visitam, e comentam, contribuindo igualmente com os seus contrastes. Esta casa é tanto minha, como vossa.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

TGV - Tragédia a Grande Velocidade

Os Elvenses estão tristes, porque afinal o TGV não avança nesta legislatura.
E ainda bem, pois nunca devia avançar, pelo que eu estou contente e sou elvense.
Estão tristes porque mais uma vez esperavam que alguém de fora lhes fizesse os trabalhos de casa, no que toca ao desenvolvimento, enquanto eles ficariam descansados a ver...
O primeiro ponto que me leva a discordar de tal investimento é o valor em causa. 7 mil milhões de euros é muito dinheiro, demasiado dinheiro até. E como os portugueses estão um pouco "escaldados" no que toca aos resultados, e retorno, de obras faraónicas deviam pensar duas vezes antes de embarcar em mais uma. O endividamento é altíssimo, as dúvidas quanto ao retorno persistem, e eu mais que Elvense sou português e como tal também me tocará sofrer com o descalabro das contas.
O outro ponto que me leva a discordar são os benefícios que esta obra poderia trazer à minha cidade, já que ainda ninguém me apresentou um ponto concreto desses benefícios. É o transporte de mercadorias para a futura Plataforma Logística Elvas/Caia? Não é preciso TGV, uma linha moderna é rápida o suficiente e mais barata. São as viagens para Madrid? O bilhete de TGV custará cerca de 100 euros e já se voa para a capital espanhola por menos que isso. A não ser que tenham medo de andar de avião.
Num país onde as linhas ferroviárias existentes estão praticamente obsoletas, excepção feita para o Litoral, onde é impossivel viajar de Alfa-Pendular (que atinge os 200 Km/h) no interior, o TGV seria colocar o país, no verdadeiro sentido do termo, a duas velocidades. Passamos do 8 para o 80?
O desenvolvimento de Elvas não será trazido pelo TGV ou por outro qualquer meio de transporte, quando não se fazem os trabalhos de casa. De que vale uma linha de alta velocidade quando não existe uma verdadeira política económica, não existem instituições de ensino superior, não há infraestruturas empresariais de suporte, resumindo, quando não há competitividade? O TGV neste momento está para Elvas como o metropolitano estará para o Burkina Faso! É fazer a casa pelo telhado.
Há ainda o argumento da suposta periferia de Portugal. Digo suposta pois na era da globalização a periferia existe na mente das pessoas, já que o mundo está apenas a um click de distância. Pelo mesmo critério, de periferia geográfica, países como a Suécia ou a Finlândia estariam em situação semelhante á nossa e não têm TGV, e que pouco desenvolvidos que eles são.
Aquando da construção da Auto-Estrada A6 muitos elvenses suspiraram, igualmente, que essa obra lhes traria o tão almejado desenvolvimento. Está à vista o resultado, pois não se aproveitou minimamente a proximidade que esta obra nos trouxe relativamente a Lisboa e Madrid. E porquê? Porque em Elvas não há uma verdadeira cultura empresarial, pois se a houvesse a cidade não tinha perdido as industrias que tinha, como as do tomate, o arroz ou a borracha, nem continuado a desaproveitar o seu enorme potencial agrícola.
Não há competitividade, não há inovação, nem modernização do tecido empresarial elvense. A prova é que as empresas, que existem, pouco crescerem durante estes últimos 10 anos (não falando nas que encerraram portas), sendo uma cidade, na sua esmagadora maioria, de micro-empresas familiares.
Algo de errado se passa com Elvas, quando continua a perder população, é neste momento o concelho do Alentejo com maior taxa de desemprego e em contrapartida vemos concelhos vizinhos como Borba ou Reguengos de Monsaraz serem elevados a cidade. Ora se tal acontece é porque crescem! Se eles o fazem porque Elvas não?
Por estas razões eu digo que Elvas e Portugal não precisam do TGV, pois ainda há muito a fazer antes disso.
A última coisa que Portugal precisa neste momento é de uma Tragédia a Grande Velocidade.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Elvas, cidade académica?

Surgiu há tempos nesta caixa de comentários, do Cidadelvas, uma interessante discussão sobre o facto de Elvas ser ou não uma cidade académica e a importância que esta componente acarreta.
A cidade neste momento conta apenas com uma instituição de ensino superior, afecta ao Instituto Politécnico de Portalegre, a ESAE, com uma oferta formativa de apenas 3 licenciaturas. Diga-se em abono da verdade que é pouco.
As universidades são motores de desenvolvimento, enquanto pólos de investigação e "fornecedoras" de mão de obra qualificada, o que contribui significativamente para a competitividade e desenvolvimento.
Existe uma relação directa entre a existência de instituições de ensino superior numa determinada localidade, facilmente confirmado pela localização das maiores Universidades do país, em Lisboa, Porto e Coimbra, respectivamente, e o desenvolvimento sócio-económico dessa mesma localidade. Mais exemplos existem, para ilustrar este facto, como o grande desenvolvimento que sofreram nos últimos 20 anos cidades como a Covilhã ou Beja, graças à instalação de instituições de ensino superior nas mesmas.
No entanto este desenvolvimento reveste-se de uma grande reciprocidade, pois o meio em que se insere a instituição de ensino, também, irá contribuir para a qualidade do ensino a ministrar na mesma. Um curso de Eng. Agrónoma, por exemplo, encontrará mais facilidades em Elvas do que em Lisboa.
São precisamente as características únicas de Elvas, a proximidade com Espanha, que deviam servir para captar uma maior oferta académica, de qualidade, que ao mesmo tempo iria contribuir para o desenvolvimento social e económico do meio (tão necessitado!). Assim de repente, e sem pensar muito, vêm-me à mente os cursos de Gestão e o de Relações Internacionais. O primeiro seria interessante pela importância que a área do Comércio Internacional tem para Elvas, fruto de uma relação secular com Espanha, bem como pelos benefícios que esta proximidade pode dar a esta área específica da Gestão, que dará um grande salto com a criação da futura Plataforma Logística Elvas/Caia. O segundo precisamente pelas mesmas razões, mas mais ainda pela importância que o tema vai ter aquando da criação da Eurocidade Elvas/Badajoz.
Elvas precisa muito de mais ensino superior, mas também tem muito para oferecer a este. Assim haja força de vontade e coragem a quem de direito.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Outra vez Angola...

Apesar do que o título possa fazer crer não regressei, nem sei sei se o farei.
Só desde que regressei a Portugal consegui ter algum tempo livre para colocar a leitura em dia, sendo uma dessas leituras a Revista Exame na sua edição especial de Abril. E lá estava uma nova reportagem sobre Angola, desta feita intitulada "Nova Terra de Oportunidades", da autoria de Rosália Amorim.
Fiquei surpreso com o artigo, pois, continua a baralhar e dar de novo, contribuindo ainda mais para a ideia do título. No entanto este é logo desmentido quando a certa altura o artigo afirma que "em matéria de quadros executivos, hoje este mercado procura não os disponíveis, mas os melhores". O que é verdade. Hoje em dia já não é fácil ir para Angola, tal a enorme quantidade de quadros dispostos a isso, por via do desemprego. O problema é a própria disponibilidade dos melhores, sendo que estes têm, supostamente, posições confortáveis e dificilmente abdicarão da sua qualidade de vida... Não é fácil para quem recruta, pois preferem o recrutamento interno, nem para quem está desempregado e coloca aquele destino no mapa.
O artigo diz grandes verdades, que por acaso eu já tinha referido aqui no blogue, como por exemplo o facto das remunerações estarem a baixar e a ficar em linha com a Europa, assim como os elevados custos da habitação.
A surpresa surgiu quando li acerca da ida ou não da família com o expatriado, nas palavras de uma responsável da Psicoforma (empresa de recrutamento): "na maioria das situações a família ainda não acompanha o expatriado, situação que se compreende uma vez que as estruturas respeitantes aos sectores da saúde e ensino ainda são muito precárias". Isto é, em parte, falso e é bondoso para com as práticas das empresas portuguesas.
Quanto ao ensino é verdade que não abundam as escolas de qualidade, mas existem dois muito bons colégios privados, em Luanda, ambos Portugueses, com um ensino extremamente exigente, mas demasiado caros. E há ainda a Escola Portuguesa de Luanda.
Quanto à saúde também não há hospitais públicos de qualidade, mas existem inúmeras clínicas privadas com bons serviços. Digo por experiência própria, pois tive malária aquando da minha estadia e fui tratado de forma excelente, por médicos Angolanos numa clínica Angolana.
O problema não é a precariedade das infraestruturas, mas sim o elevado preço das existentes, pois a grande maioria das empresas lusas não está disposta a suportar esses custos à família do expatriado! Ao contrário daquilo que eu via nas empresas Norte-Americanas, Inglesas ou Brasileiras.
A verdade é que as empresas Portuguesas não estão preparadas para gerir expatriados mais a sua família. Basta constatar que aos preços actuais dos alugueres em Luanda (5 a 10 mil dólares mensais o apartamento) é mais rentável à empresa ocupar um apartamento com dois ou três "solteiros", que até podem partilhar a viatura de serviço. Já uma família acarreta mais um aluguer, mais uma viatura, mais custos de alimentação, etc...
Se fosse verdade o que diz o artigo então os investidores portugueses também não levariam a família para Angola, e não é isso que se vê. Vemos sim os empresários com as respectivas famílias, enquanto os funcionários vivem sozinhos. Ou a precariedade das infraestruturas é só para os segundos?
Há famílias de expatriados a viverem em Luanda, eu próprio estava com a minha mulher, mas são excepções à regra, uma ínfima minoria a comparar com as outras comunidades estrangeiras.
Estes factos explicam muito sobre o nosso modo de fazer as coisas, sobre a nossa mentalidade e sobre o atraso das nossas práticas. Mas que sirvam sobretudo para reflectirmos sobre a reduzida internacionalização das nossas empresas e o que isso acarreta para a nossa economia.