O Clube Bilderberg trata-se do grupo da elite europeia e norte americana que se reúne, em segredo e longe dos holofotes, anualmente durante um fim de semana e que deve o seu nome ao local da sua primeira reunião em 1954, no Hotel Bilderberg em Oosterbeek, na Holanda.
Assunto polémico, q.b., principalmente devido ao secretismo que o envolve, pois as suas reuniões são fechadas à comunicação social e sua ordem de trabalhos é confidencial, o que o faz um alvo privilegiado da extrema esquerda, sempre adversa ao secretismo dos ricos e poderosos.
Terminei recentemente a leitura do livro de Daniel Estulin, "Toda a Verdade Sobre o Clube Bilderberg", talvez o autor mais mediático sobre este tema, que já vendeu mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.
Sinceramente, e na minha opinião, a obra não tem ponta por onde se lhe pegue. Limita-se a um desfilar de nomes sonantes da economia e política mundial (David Rockefeller, Henry Kissinger, Rodrigo Rato ou o nosso Pinto Balsemão), uma série de datas e respectivos locais das reuniões do Clube. E para piorar ainda mais a coisa, volta e meia, tem relatos das aventuras do autor, qual espião 007, e das tentativas para o assassinar ou para o ameaçar, sem credibilidade alguma ou verosimilhança.
Estulin durante todo o livro transmite a ideia que todos os políticos e grandes empresários sãos "feios, porcos e maus". A elite não presta e só quer enriquecer pessoalmente subjugando todas as classes inferiores. Todas as guerras, epidemias e tragédias no mundo foram causadas pelo maléfico Clube. E não presta pela simples razão que as suas reuniões são à porta fechada, portanto nada se consegue provar...
Eu pergunto: e qual o problema destes líderes se reunirem à porta fechada? Ou o direito à privacidade e informalidade é apenas para as classes mais baixas?
Por acaso as reuniões dos conselhos de Administração das empresas, onde trabalhamos todos os dias, não são à porta fechada? E são, tal como as do Clube, por um simples motivo: porque o poder não é para quem quer, mas para quem pode e tem capacidade de o exercer. Se toda a pirâmide tiver acesso a toda a informação delineada pelo topo estará dado o primeiro passo em direcção à anarquia. Por algo uma das velhas máximas de Gestão, e que ainda hoje é válida, é o Comando e Controlo (por oposição à Auto-regulação, hoje tão em voga pelo Liberalismo, com as consequências económicas que todos sabemos). Trata-se apenas de manter a ordem, pois verdade seja dita, nem toda a gente consegue compreender o objectivo final da liderança, ficando-se, na maioria das vezes, pelo objectivo imediato.
Mas diz-nos Estulin que o objectivo final é a Nova Ordem Mundial, um governo único, uma moeda única e um mercado único.
E mais uma vez pergunto qual será o problema? Não será já amanhã, mas não tenhamos dúvidas que será uma evolução natural. O país onde cada cidadão vive actualmente, em qualquer parte do mundo, há pouco menos de mil anos era uma manta de retalhos, com pequenos reinos ou cidades-estado, que foi evoluindo lentamente para a nação que é hoje. Tal como os Atenienses não deixaram de o ser por passarem a ser Gregos, eu não passei a ser menos Português por estar na União Europeia.
Certamente que há gente má no Clube Bilderberg, tal como em qualquer outra organização, empresa ou instituição. Nem todos os líderes são bons, há líderes avarentos, arrogantes, e com uma maldade sem limites. Mas isso porque são pessoas como qualquer outra, pelo que estão sempre sujeitos à Vontade de Poder, que é intrínseca à condição humana. Haverão sempre pessoas que colocam o seu benefício acima do bem estar comum, até entre os nossos colegas de trabalho. Por isso faz parte da nossa responsabilidade, enquanto seres sociais, lutarmos contra isso e contribuirmos para um mundo melhor, pois quer queiramos quer não, o ser humano, regra geral, não tem tendência para o mal. Se assim fosse alguém dúvida que já não existiríamos na face do Planeta?
Como acredito na natureza humana prefiro sempre algo mais construtivo, como por exemplo, o livro que estou a ler de Jeffrey Sachs, "Common Wealth", uma obra que visa o actual modelo de crescimento económico, enquanto propõe um novo sistema, mais sustentável e com alternativas para o bem da humanidade. Uma leitura que recomendo vivamente.
Mas mesmo assim o autor não se livrou das farpas de Estulin, só porque já foi convidado de Bilderberg. Haja paciência...
Assunto polémico, q.b., principalmente devido ao secretismo que o envolve, pois as suas reuniões são fechadas à comunicação social e sua ordem de trabalhos é confidencial, o que o faz um alvo privilegiado da extrema esquerda, sempre adversa ao secretismo dos ricos e poderosos.
Terminei recentemente a leitura do livro de Daniel Estulin, "Toda a Verdade Sobre o Clube Bilderberg", talvez o autor mais mediático sobre este tema, que já vendeu mais de 2 milhões de exemplares em todo o mundo.
Sinceramente, e na minha opinião, a obra não tem ponta por onde se lhe pegue. Limita-se a um desfilar de nomes sonantes da economia e política mundial (David Rockefeller, Henry Kissinger, Rodrigo Rato ou o nosso Pinto Balsemão), uma série de datas e respectivos locais das reuniões do Clube. E para piorar ainda mais a coisa, volta e meia, tem relatos das aventuras do autor, qual espião 007, e das tentativas para o assassinar ou para o ameaçar, sem credibilidade alguma ou verosimilhança.
Estulin durante todo o livro transmite a ideia que todos os políticos e grandes empresários sãos "feios, porcos e maus". A elite não presta e só quer enriquecer pessoalmente subjugando todas as classes inferiores. Todas as guerras, epidemias e tragédias no mundo foram causadas pelo maléfico Clube. E não presta pela simples razão que as suas reuniões são à porta fechada, portanto nada se consegue provar...
Eu pergunto: e qual o problema destes líderes se reunirem à porta fechada? Ou o direito à privacidade e informalidade é apenas para as classes mais baixas?
Por acaso as reuniões dos conselhos de Administração das empresas, onde trabalhamos todos os dias, não são à porta fechada? E são, tal como as do Clube, por um simples motivo: porque o poder não é para quem quer, mas para quem pode e tem capacidade de o exercer. Se toda a pirâmide tiver acesso a toda a informação delineada pelo topo estará dado o primeiro passo em direcção à anarquia. Por algo uma das velhas máximas de Gestão, e que ainda hoje é válida, é o Comando e Controlo (por oposição à Auto-regulação, hoje tão em voga pelo Liberalismo, com as consequências económicas que todos sabemos). Trata-se apenas de manter a ordem, pois verdade seja dita, nem toda a gente consegue compreender o objectivo final da liderança, ficando-se, na maioria das vezes, pelo objectivo imediato.
Mas diz-nos Estulin que o objectivo final é a Nova Ordem Mundial, um governo único, uma moeda única e um mercado único.
E mais uma vez pergunto qual será o problema? Não será já amanhã, mas não tenhamos dúvidas que será uma evolução natural. O país onde cada cidadão vive actualmente, em qualquer parte do mundo, há pouco menos de mil anos era uma manta de retalhos, com pequenos reinos ou cidades-estado, que foi evoluindo lentamente para a nação que é hoje. Tal como os Atenienses não deixaram de o ser por passarem a ser Gregos, eu não passei a ser menos Português por estar na União Europeia.
Certamente que há gente má no Clube Bilderberg, tal como em qualquer outra organização, empresa ou instituição. Nem todos os líderes são bons, há líderes avarentos, arrogantes, e com uma maldade sem limites. Mas isso porque são pessoas como qualquer outra, pelo que estão sempre sujeitos à Vontade de Poder, que é intrínseca à condição humana. Haverão sempre pessoas que colocam o seu benefício acima do bem estar comum, até entre os nossos colegas de trabalho. Por isso faz parte da nossa responsabilidade, enquanto seres sociais, lutarmos contra isso e contribuirmos para um mundo melhor, pois quer queiramos quer não, o ser humano, regra geral, não tem tendência para o mal. Se assim fosse alguém dúvida que já não existiríamos na face do Planeta?
Como acredito na natureza humana prefiro sempre algo mais construtivo, como por exemplo, o livro que estou a ler de Jeffrey Sachs, "Common Wealth", uma obra que visa o actual modelo de crescimento económico, enquanto propõe um novo sistema, mais sustentável e com alternativas para o bem da humanidade. Uma leitura que recomendo vivamente.
Mas mesmo assim o autor não se livrou das farpas de Estulin, só porque já foi convidado de Bilderberg. Haja paciência...


















