quinta-feira, 28 de Maio de 2009
quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Jobs for the Boys
O Ministro da Justiça, Alberto Costa, nomeou em 2005 a sua filha para prestar serviços de assessoria na manutenção dos conteúdos da página oficial do Ministério da Justiça, com a remuneração de 3.254,00 euros, acrescido de subsídio de almoço.
Deve ser por estas que os mais velhos costumam dizer que "quem não quer ser lobo, não veste a sua pele"...
(Cortesia do Tiago Abreu)
Deve ser por estas que os mais velhos costumam dizer que "quem não quer ser lobo, não veste a sua pele"...
(Cortesia do Tiago Abreu)
segunda-feira, 25 de Maio de 2009
A má lingua como profissão? (Parte 2)
A falta de liderança, que faça as coisas certas, é demonstrativa de uma maior falta de contribuição para o bem comum, o que pode dar origem à crítica excessiva ou à famosa "má língua".
"O enfoque na contribuição desvia a atenção da pessoa da sua própria especialidade, das suas próprias competências limitadas, do seu próprio departamento e em direcção ao desempenho no seu todo. Desvia a atenção para o exterior, o único lugar onde existem resultados. (...) Por conseguinte, também terá de pensar em termos do comprador, do cliente ou do doente, que é o derradeiro motivo para o que a organização produz, quer sejam bens económicos, políticas governamentais ou serviços de saúde." (Peter Drucker)
Esta falta de compromisso é ainda mais reveladora na forma como a nossa classe política discute no parlamento ou faz campanha, com críticas e acusações de parte a parte, ao invés de sugestões e recomendações para melhorar o estado da nação.
Vejam como exemplos, aqui Sócrates a "arrasar" Manuela Ferreira e aqui Miguel Portas a acusar Sócrates pela crise, como se uma só pessoa pudesse ser responsável por isso! Este tipo de discurso é vazio, oco, banal e subjectivo, desviando as atenções do fundamental, e incentivando aquilo que mais se pratica: a crítica e a má língua.
Assim sendo, e quando o exemplo não vem de cima, que mais se pode esperar da parte do povo?
Quando os nossos líderes não se empenham na contribuição e são os maiores especialistas em mal dizer, pouco mais nos restará a nós que seguir o seu exemplo. E assim caminha a nação, afastada do que realmente importa, numa espiral de mal dizer que vem do topo à base da pirâmide.
Talvez por isso estes dois posts não tenham passado, para muitos, de uma sessão de mal dizer e críticas sem razão e por isso mesmo este é o país que somos e não o que temos.
"O enfoque na contribuição desvia a atenção da pessoa da sua própria especialidade, das suas próprias competências limitadas, do seu próprio departamento e em direcção ao desempenho no seu todo. Desvia a atenção para o exterior, o único lugar onde existem resultados. (...) Por conseguinte, também terá de pensar em termos do comprador, do cliente ou do doente, que é o derradeiro motivo para o que a organização produz, quer sejam bens económicos, políticas governamentais ou serviços de saúde." (Peter Drucker)
Esta falta de compromisso é ainda mais reveladora na forma como a nossa classe política discute no parlamento ou faz campanha, com críticas e acusações de parte a parte, ao invés de sugestões e recomendações para melhorar o estado da nação.
Vejam como exemplos, aqui Sócrates a "arrasar" Manuela Ferreira e aqui Miguel Portas a acusar Sócrates pela crise, como se uma só pessoa pudesse ser responsável por isso! Este tipo de discurso é vazio, oco, banal e subjectivo, desviando as atenções do fundamental, e incentivando aquilo que mais se pratica: a crítica e a má língua.
Assim sendo, e quando o exemplo não vem de cima, que mais se pode esperar da parte do povo?
Quando os nossos líderes não se empenham na contribuição e são os maiores especialistas em mal dizer, pouco mais nos restará a nós que seguir o seu exemplo. E assim caminha a nação, afastada do que realmente importa, numa espiral de mal dizer que vem do topo à base da pirâmide.
Talvez por isso estes dois posts não tenham passado, para muitos, de uma sessão de mal dizer e críticas sem razão e por isso mesmo este é o país que somos e não o que temos.
sábado, 23 de Maio de 2009
A má lingua como profissão? (Parte 1)
Por incrível que possa parecer, ninguém fala tão mal de Portugal como os Portugueses.
Damos um contributo inestimável para a imagem do país da lá fora, pelo que qualquer estrangeiro que visite a nossa blogosfera, os sites dos nossos jornais ou compre a nossa imprensa fica com uma imagem fantástica da nossa realidade.
Somos preguiçosos, chico-espertos, mafiosos e oportunistas. No país nada funciona: a saúde, educação, justiça, etc... Consigo imaginar um Alemão a ler um dos nossos diários e a pensar se não estará a ler o Jornal do Burkina Faso ou do Chade!
Em Angola dei-me conta da gravidade desta nossa forma de estar, tais as barbaridades que por aqui se ouvem contra Portugal, ditas por Portugueses. Cheguei a ouvir um Sr. Eng., director de uma empresa, afirmar com todo o orgulho que paga para não trabalhar em Portugal. Mas a empresa que o emprega é portuguesa e paga-lhe uma parte do salário em Portugal com os correspondentes descontos para a Segurança Social... Fantástico! A isto a minha mãe sempre chamou "morder a mão que nos alimenta".
A palavra de ordem costuma ser: "Portugal nunca mais", "Aquilo não vale nada", "Portugal está cada vez pior", etc... Confesso que não consigo perceber esta gente. As pessoas que afirmam isto (e são mais do que podem imaginar) estão num país onde não há um Km de Auto-Estrada, não tem serviço de saúde, não há água potável nas torneiras e o PIB é um terço do Português. E ao fim de 3 meses por aqui é vê-los a suspirar por 15 dias em Portugal!
Não temos que nos preocupar pelos outros falarem mal de Portugal, porque nós proprios nos encarregamos disso.
Se nós, Portugueses, não tivermos orgulho naquilo que somos, quem fará pelo nosso país? Não será certamente aquele amigo espanhol, que não conhecia Portugal e um dia levei a Elvas, que afirmou: "Afinal o vosso país é bonito, a cidade é limpa, organizada, tranquila. E os restaurantes excelentes! Nunca pensei, porque vocês falam tão do vosso país..."
Esta capacidade de mal dizer está instalada em tudo quanto é sitio. Na política, na economia, na justiça, na educação, etc. Os nossos profissionais são os piores em tudo.
Exemplos não faltam. Por aqui chega-se ao ponto de insinuar, sim porque em Portugal não se afirma, que o fecho da Auto-Europa seria desejado pela oposição a fim de, prejudicando ainda mais Sócrates, ganhar mais uns votos. Ou seja mandar uns milhares para o desemprego a troco de votos! Aqui crítica-se o facto de alguém se queixar por aos 60 anos ser obrigado a ser polícia, como se o autor fosse polícia e falasse com conhecimento de causa da reclamação do visado. E na política faz-se oposição a sério, até dentro do próprio partido, pelo que a oposição propriamente dita pode dormir descansada... Não esquecendo a novela das peripécias do Magalhães, onde a "malhação" continua. E um sem fim de mais exemplos. Diga-se, em abono da verdade, que chegamos a ser ridículos dando uma tão triste imagem de nós próprios.
Será que não temos virtudes? Certamente que sim. Então porque insistimos tanto nos defeitos? Porque temos tão pouco orgulho naquilo que somos?
O orgulho de um povo não está relacionado com a sua condição social ou com o desenvolvimento da nação, pois há países muito menos desenvolvidos que Portugal mas cujo povo é extremamente orgulhoso de si. Quem conhece África sabe do que falo.
Creio que uma das partes do problema é a liderança. Portugal carece de lideres.
É um cliché em gestão, mas diz-se que "Gerir é fazer as coisas bem, liderar é fazer as coisas certas". No nosso país faz-se muita coisa bem, mas raramente se fazem as certas e estas seriam as necessárias para o povo acreditar definitivamente.
E quiçá criticar menos...
Damos um contributo inestimável para a imagem do país da lá fora, pelo que qualquer estrangeiro que visite a nossa blogosfera, os sites dos nossos jornais ou compre a nossa imprensa fica com uma imagem fantástica da nossa realidade.
Somos preguiçosos, chico-espertos, mafiosos e oportunistas. No país nada funciona: a saúde, educação, justiça, etc... Consigo imaginar um Alemão a ler um dos nossos diários e a pensar se não estará a ler o Jornal do Burkina Faso ou do Chade!
Em Angola dei-me conta da gravidade desta nossa forma de estar, tais as barbaridades que por aqui se ouvem contra Portugal, ditas por Portugueses. Cheguei a ouvir um Sr. Eng., director de uma empresa, afirmar com todo o orgulho que paga para não trabalhar em Portugal. Mas a empresa que o emprega é portuguesa e paga-lhe uma parte do salário em Portugal com os correspondentes descontos para a Segurança Social... Fantástico! A isto a minha mãe sempre chamou "morder a mão que nos alimenta".
A palavra de ordem costuma ser: "Portugal nunca mais", "Aquilo não vale nada", "Portugal está cada vez pior", etc... Confesso que não consigo perceber esta gente. As pessoas que afirmam isto (e são mais do que podem imaginar) estão num país onde não há um Km de Auto-Estrada, não tem serviço de saúde, não há água potável nas torneiras e o PIB é um terço do Português. E ao fim de 3 meses por aqui é vê-los a suspirar por 15 dias em Portugal!
Não temos que nos preocupar pelos outros falarem mal de Portugal, porque nós proprios nos encarregamos disso.
Se nós, Portugueses, não tivermos orgulho naquilo que somos, quem fará pelo nosso país? Não será certamente aquele amigo espanhol, que não conhecia Portugal e um dia levei a Elvas, que afirmou: "Afinal o vosso país é bonito, a cidade é limpa, organizada, tranquila. E os restaurantes excelentes! Nunca pensei, porque vocês falam tão do vosso país..."
Esta capacidade de mal dizer está instalada em tudo quanto é sitio. Na política, na economia, na justiça, na educação, etc. Os nossos profissionais são os piores em tudo.
Exemplos não faltam. Por aqui chega-se ao ponto de insinuar, sim porque em Portugal não se afirma, que o fecho da Auto-Europa seria desejado pela oposição a fim de, prejudicando ainda mais Sócrates, ganhar mais uns votos. Ou seja mandar uns milhares para o desemprego a troco de votos! Aqui crítica-se o facto de alguém se queixar por aos 60 anos ser obrigado a ser polícia, como se o autor fosse polícia e falasse com conhecimento de causa da reclamação do visado. E na política faz-se oposição a sério, até dentro do próprio partido, pelo que a oposição propriamente dita pode dormir descansada... Não esquecendo a novela das peripécias do Magalhães, onde a "malhação" continua. E um sem fim de mais exemplos. Diga-se, em abono da verdade, que chegamos a ser ridículos dando uma tão triste imagem de nós próprios.
Será que não temos virtudes? Certamente que sim. Então porque insistimos tanto nos defeitos? Porque temos tão pouco orgulho naquilo que somos?
O orgulho de um povo não está relacionado com a sua condição social ou com o desenvolvimento da nação, pois há países muito menos desenvolvidos que Portugal mas cujo povo é extremamente orgulhoso de si. Quem conhece África sabe do que falo.
Creio que uma das partes do problema é a liderança. Portugal carece de lideres.
É um cliché em gestão, mas diz-se que "Gerir é fazer as coisas bem, liderar é fazer as coisas certas". No nosso país faz-se muita coisa bem, mas raramente se fazem as certas e estas seriam as necessárias para o povo acreditar definitivamente.
E quiçá criticar menos...
Etiquetas:
Pensamentos,
Portugal
terça-feira, 19 de Maio de 2009
De regresso ao futuro
Tudo na vida tem um principio e um fim, pelo que se aproxima o fecho de mais um ciclo.
Terminarei em breve a aventura por terras angolanas e chega o aguardado regresso ao meu país.
Levo na bagagem uma infinidade de experiências, vivências, alegrias e tristezas. Transportarei no coração uma terra que não se esquece e um povo caloroso, que tão bem me recebeu, corajoso, como poucos e alegre, mesmo nas mais adversas situações. Sem dúvida que a visão que tenho do mundo jamais será a mesma. África alarga os nossos horizontes, molda a visão, mostrando-nos o melhor e o pior do ser humano.
Diz-se que quem trabalha em Angola fica preparado para trabalhar em qualquer parte do mundo. Em breve esclarecerei esta dúvida. Mas, certamente, que aprendemos muito com as experiências que aqui vivemos.
Tristeza? Alguma. Fruto da grande mágoa que foi descobrir a essência do povo português, através de alguns dos seus espécimes que aqui habitam. Descobri da pior forma a pequenez, a mesquinhez, a inveja, o provincianismo e a esperteza saloia da alma lusitana, sempre pronta a prejudicar o próximo, principalmente se este é um compatriota, em benefício próprio. Mas é bom que se diga que nem todos são assim e que conheci pessoas, poucas, com um coração enorme. Levo, no entanto, o consolo dos estrangeiros e angolanos que aqui conheci que muito raramente me julgavam português. Definitivamente não falamos a mesmo língua...
Se ser utópico é pensar que ainda existem pessoas que trabalham pelo bem comum e não em beneficio próprio, então eu assumo.
A todos os que me conhecem e acompanham: bem hajam e até ao meu regresso!
Terminarei em breve a aventura por terras angolanas e chega o aguardado regresso ao meu país.
Levo na bagagem uma infinidade de experiências, vivências, alegrias e tristezas. Transportarei no coração uma terra que não se esquece e um povo caloroso, que tão bem me recebeu, corajoso, como poucos e alegre, mesmo nas mais adversas situações. Sem dúvida que a visão que tenho do mundo jamais será a mesma. África alarga os nossos horizontes, molda a visão, mostrando-nos o melhor e o pior do ser humano.
Diz-se que quem trabalha em Angola fica preparado para trabalhar em qualquer parte do mundo. Em breve esclarecerei esta dúvida. Mas, certamente, que aprendemos muito com as experiências que aqui vivemos.
Tristeza? Alguma. Fruto da grande mágoa que foi descobrir a essência do povo português, através de alguns dos seus espécimes que aqui habitam. Descobri da pior forma a pequenez, a mesquinhez, a inveja, o provincianismo e a esperteza saloia da alma lusitana, sempre pronta a prejudicar o próximo, principalmente se este é um compatriota, em benefício próprio. Mas é bom que se diga que nem todos são assim e que conheci pessoas, poucas, com um coração enorme. Levo, no entanto, o consolo dos estrangeiros e angolanos que aqui conheci que muito raramente me julgavam português. Definitivamente não falamos a mesmo língua...
Se ser utópico é pensar que ainda existem pessoas que trabalham pelo bem comum e não em beneficio próprio, então eu assumo.
A todos os que me conhecem e acompanham: bem hajam e até ao meu regresso!
domingo, 17 de Maio de 2009
Preferências televisivas
O Jorge Assunção quer saber quais as minhas 15 séries preferidas da televisão.
Assim sendo cá estão elas:
1 - Twin Peaks
2 - X-Files
3 - Homicide - Life on The Street
4 - The Simpsons
5 - V: The Final Battle
6 - North and South
7 - Duarte & Companhia
8 - 24
9 - Stark Raving Mad
10 - Lost
11 - Prison Break
12 - Macgyver
13 - The Shield
14 - Millennium
15 - Knight Rider
Como também sou muito curioso gostaria de saber quais as preferências do Scottish, do PB, do DJ_Fly e do Luís Melo.
Assim sendo cá estão elas:
1 - Twin Peaks
2 - X-Files
3 - Homicide - Life on The Street
4 - The Simpsons
5 - V: The Final Battle
6 - North and South
7 - Duarte & Companhia
8 - 24
9 - Stark Raving Mad
10 - Lost
11 - Prison Break
12 - Macgyver
13 - The Shield
14 - Millennium
15 - Knight Rider
Como também sou muito curioso gostaria de saber quais as preferências do Scottish, do PB, do DJ_Fly e do Luís Melo.
Etiquetas:
Televisão
quinta-feira, 14 de Maio de 2009
Sócrates como Obama
Dizia ontem o Portugal Diário que "Sócrates contrata responsáveis pela eleição de Obama".
Por momentos pensei que fossem colocar o nosso PM num solário por tempo indeterminado, mas afinal trata-se apenas de desenvolver a componente on-line da campanha para as legislativas, principalmente através das redes sociais como o Hi5 ou o Twitter.
Será que vamos ser pressionados por e-mail e sms para votar?
Mais uma vez o PS dá mostras da confiança depositada nos portugueses, contratando lá fora o que em Portugal também existe (e de qualidade), ao mesmo tempo que nos mostra a importância que a imagem e o marketing têm para as hostes socialistas.
Por momentos pensei que fossem colocar o nosso PM num solário por tempo indeterminado, mas afinal trata-se apenas de desenvolver a componente on-line da campanha para as legislativas, principalmente através das redes sociais como o Hi5 ou o Twitter.
Será que vamos ser pressionados por e-mail e sms para votar?
Mais uma vez o PS dá mostras da confiança depositada nos portugueses, contratando lá fora o que em Portugal também existe (e de qualidade), ao mesmo tempo que nos mostra a importância que a imagem e o marketing têm para as hostes socialistas.
domingo, 10 de Maio de 2009
O Socialismo e a Economia Elvense
A recente polémica sobre o 1º Festival Ibérico do Marisco, em Elvas, veio mostrar mais vez a visão socialista sobre desenvolvimento económico.
A Câmara Municipal (Socialista) teve a original ideia de promover um Festival gastronómico, até aqui tudo bem, no entanto contratou para a organização uma empresa exterior ao concelho. Tal facto até poderia ser de menor importância, não fossem as condições colocadas às empresas elvenses que queiram participar em tal evento, tais como não poderem vender bebidas (?!) e terem que pagar uma taxa pela participação.
Num momento de grave crise económica em que todos os governos aceitam enormes défices para incentivar o investimento e o consumo interno, o Município elvense "convida" uma empresa de fora a prestar um serviço, que lhe dará receitas, enquanto à cidade de Elvas sobra a publicidade que tal evento lhe poderá trazer. Não sou apologista de que os Municípios se devem endividar excessivamente e fazer o trabalho que compete aos privados, mas para uma câmara que está no Top 10 das que possuem maior liquidez, o que tem sido feito até aqui, diga-se em abono da verdade, é pouco e mal feito (este Festival aqui está para o provar). Não digo que devia ser a CME a organizar o Festival, compete-lhe sim uma eficaz promoção, já que certamente haverão na cidade entidades e pessoas capazes de tal organização. É certo que a iniciativa privada é algo que não abunda na cidade, mas tal atestado de incompetência era completamente desnecessário.
Muitos mais exemplos há da fraca visão económica do município elvense, onde nos últimos anos se apostou sucessivamente na cultura do betão, enquanto assistia impávido e sereno à delapidação por parte do Poder Central de quase todos os serviços públicos (EDP, PT, Tribunal Militar, Maternidade, etc). Mas em contra partida há um sem fim de festas para inaugurar cada rua ou praceta com o nome do Omnipresente Presidente da Câmara (ver para crer!).
Isto será, talvez, o fruto da fraquíssima iniciativa dos elvenses.
Nos últimos 20-30 anos Elvas viu morrer a pouca indústria que tinha, pois fábricas como a do tomate, da borracha e do arroz, só para citar alguns exemplos, todas elas fecharam portas. Elvas vira-se então para o comércio e serviços, que, alimentados pela proximidade com Badajoz, cresceram e prosperaram. Mas cometeu-se um erro crucial: não se modernizou. A inovação deu lugar ao comodismo e à ostentação devido à crença que Badajoz estaria sempre a um passo, mas eis que surgem a abolição das fronteiras e a moeda única e o resultado foi calamitoso. A globalização passou por Elvas, pela Auto-Estrada em direcção a Madrid, mas não parou por estas terras. O elvense agora compra quase tudo fora, logo o investimento e o consumo internos são quase nulos.
Uma das receitas para o crescimento económico é o referido consumo interno, ora se numa cidade com cerca de 20 mil habitantes compramos quase tudo lá fora e o pouco que se produz está em mãos estrangeiras, existe uma fuga de capital que desencadeia um efeito de bola de neve (falências, fuga de mão de obra qualificada, etc.), que só a muito custo será travado. Além de que um concelho com tão pouca população é, sem dúvida, um mercado pequeno demais para o crescimento.
Quantas empresas elvenses exportam os seus produtos, para outras regiões ou países? Quantas prestam serviços lá fora? Quantas têm uma postura comercial agressiva, ao invés de esperarem sentados pelos clientes?
O que está aqui em causa não é um proteccionismo sem fundamento para os privados, nem um Estado previdência que tudo faça, mas sim cada um no seu lugar com os olhos nos objectivos comuns, que são a criação de mais valias na sociedade (riqueza, conforto, qualidade de vida, variedade de produtos e serviços, etc).
Pelo menos que se aprenda algo desta situação e vejam como uma empresa da Sertã conseguiu ir a Elvas organizar um Festival do Marisco.
Quando o inverso começar a acontecer, ao mesmo tempo que os elvenses fazem compras na loja do seu vizinho, Elvas começará a estar no bom caminho.
A Câmara Municipal (Socialista) teve a original ideia de promover um Festival gastronómico, até aqui tudo bem, no entanto contratou para a organização uma empresa exterior ao concelho. Tal facto até poderia ser de menor importância, não fossem as condições colocadas às empresas elvenses que queiram participar em tal evento, tais como não poderem vender bebidas (?!) e terem que pagar uma taxa pela participação.
Num momento de grave crise económica em que todos os governos aceitam enormes défices para incentivar o investimento e o consumo interno, o Município elvense "convida" uma empresa de fora a prestar um serviço, que lhe dará receitas, enquanto à cidade de Elvas sobra a publicidade que tal evento lhe poderá trazer. Não sou apologista de que os Municípios se devem endividar excessivamente e fazer o trabalho que compete aos privados, mas para uma câmara que está no Top 10 das que possuem maior liquidez, o que tem sido feito até aqui, diga-se em abono da verdade, é pouco e mal feito (este Festival aqui está para o provar). Não digo que devia ser a CME a organizar o Festival, compete-lhe sim uma eficaz promoção, já que certamente haverão na cidade entidades e pessoas capazes de tal organização. É certo que a iniciativa privada é algo que não abunda na cidade, mas tal atestado de incompetência era completamente desnecessário.
Muitos mais exemplos há da fraca visão económica do município elvense, onde nos últimos anos se apostou sucessivamente na cultura do betão, enquanto assistia impávido e sereno à delapidação por parte do Poder Central de quase todos os serviços públicos (EDP, PT, Tribunal Militar, Maternidade, etc). Mas em contra partida há um sem fim de festas para inaugurar cada rua ou praceta com o nome do Omnipresente Presidente da Câmara (ver para crer!).
Isto será, talvez, o fruto da fraquíssima iniciativa dos elvenses.
Nos últimos 20-30 anos Elvas viu morrer a pouca indústria que tinha, pois fábricas como a do tomate, da borracha e do arroz, só para citar alguns exemplos, todas elas fecharam portas. Elvas vira-se então para o comércio e serviços, que, alimentados pela proximidade com Badajoz, cresceram e prosperaram. Mas cometeu-se um erro crucial: não se modernizou. A inovação deu lugar ao comodismo e à ostentação devido à crença que Badajoz estaria sempre a um passo, mas eis que surgem a abolição das fronteiras e a moeda única e o resultado foi calamitoso. A globalização passou por Elvas, pela Auto-Estrada em direcção a Madrid, mas não parou por estas terras. O elvense agora compra quase tudo fora, logo o investimento e o consumo internos são quase nulos.
Uma das receitas para o crescimento económico é o referido consumo interno, ora se numa cidade com cerca de 20 mil habitantes compramos quase tudo lá fora e o pouco que se produz está em mãos estrangeiras, existe uma fuga de capital que desencadeia um efeito de bola de neve (falências, fuga de mão de obra qualificada, etc.), que só a muito custo será travado. Além de que um concelho com tão pouca população é, sem dúvida, um mercado pequeno demais para o crescimento.
Quantas empresas elvenses exportam os seus produtos, para outras regiões ou países? Quantas prestam serviços lá fora? Quantas têm uma postura comercial agressiva, ao invés de esperarem sentados pelos clientes?
O que está aqui em causa não é um proteccionismo sem fundamento para os privados, nem um Estado previdência que tudo faça, mas sim cada um no seu lugar com os olhos nos objectivos comuns, que são a criação de mais valias na sociedade (riqueza, conforto, qualidade de vida, variedade de produtos e serviços, etc).
Pelo menos que se aprenda algo desta situação e vejam como uma empresa da Sertã conseguiu ir a Elvas organizar um Festival do Marisco.
Quando o inverso começar a acontecer, ao mesmo tempo que os elvenses fazem compras na loja do seu vizinho, Elvas começará a estar no bom caminho.
quinta-feira, 7 de Maio de 2009
Avaliar o sucesso
Não existe uma formula infalível que garanta o sucesso, mas há formas simples e básicas de avaliar o mesmo.
Nas empresas existe um método, em três pequenos passos, para medir o sucesso:
1 - A satisfação dos clientes: são eles a validade e a garantia do negócio. Sem eles não se justifica a continuidade da organização.
2 - A satisfação dos colaboradores: são o óleo que faz o motor da organização funcionar, se estiverem motivados tudo o resto surge por si só.
3 - A satisfação dos fornecedores: mede a seriedade da organização na forma como respeita os compromissos assumidos para com as necessidades da mesma. Além de ser uma valiosa publicidade.
Existem muitas mais variáveis, pois uma empresa é uma complexa teia de relações entre pessoas e organizações, mas estes três itens são, porventura, os mais importantes e os mais fáceis de detectar caso haja anomalias ou algo não esteja bem. Basicamente trata-se de avaliar a satisfação de todos os envolvidos na actividade da empresa.
O mesmo método pode ser replicado nas mais diversas organizações, inclusive no Estado. Avaliando a satisfação dos utentes dos serviços do Estado (clientes), dos funcionários públicos (colaboradores) e dos fornecedores e credores, podemos medir o sucesso do mesmo na organização da Nação.
Obviamente que o Estado não é uma empresa, mas sendo ambos uma forma de organização têm alguns objectivos comuns, tais como garantir mais valias e gerar valor na sociedade.
Talvez fosse bom a nossa classe política e dirigente parar de vez em quando para avaliar estes três aspectos, simples e óbvios, por forma a medir o sucesso da sua governação.
Creio que para qualquer cidadão que faça este teste os resultados são mais que óbvios.
Nas empresas existe um método, em três pequenos passos, para medir o sucesso:
1 - A satisfação dos clientes: são eles a validade e a garantia do negócio. Sem eles não se justifica a continuidade da organização.
2 - A satisfação dos colaboradores: são o óleo que faz o motor da organização funcionar, se estiverem motivados tudo o resto surge por si só.
3 - A satisfação dos fornecedores: mede a seriedade da organização na forma como respeita os compromissos assumidos para com as necessidades da mesma. Além de ser uma valiosa publicidade.
Existem muitas mais variáveis, pois uma empresa é uma complexa teia de relações entre pessoas e organizações, mas estes três itens são, porventura, os mais importantes e os mais fáceis de detectar caso haja anomalias ou algo não esteja bem. Basicamente trata-se de avaliar a satisfação de todos os envolvidos na actividade da empresa.
O mesmo método pode ser replicado nas mais diversas organizações, inclusive no Estado. Avaliando a satisfação dos utentes dos serviços do Estado (clientes), dos funcionários públicos (colaboradores) e dos fornecedores e credores, podemos medir o sucesso do mesmo na organização da Nação.
Obviamente que o Estado não é uma empresa, mas sendo ambos uma forma de organização têm alguns objectivos comuns, tais como garantir mais valias e gerar valor na sociedade.
Talvez fosse bom a nossa classe política e dirigente parar de vez em quando para avaliar estes três aspectos, simples e óbvios, por forma a medir o sucesso da sua governação.
Creio que para qualquer cidadão que faça este teste os resultados são mais que óbvios.
domingo, 3 de Maio de 2009
A aventura do Casamento
Muitos dos leitores deste espaço certamente julgaram que esta prolongada ausência se ficou a dever a uma pausa para descanso.
Nada disso. Eu e a minha cara metade decidimos casar. Ou melhor dizendo: casámos (no passado mês de Abril), porque a decisão há muito que estava tomada. Muitos dirão que realmente é uma grande aventura, principalmente os mais "veteranos", mas a minha aventura do casamento começou muito antes de o concretizar.
Com uma relação estável há cerca de 6 anos decidimos ambos dar o passo em frente e casar. Só havia um senão: estávamos ambos por terras africanas (ela há 4 anos e eu há 2), logo a cerca de 6 mil quilómetros da nossa terra natal, à qual só íamos de 6 em 6 meses por 15 dias. Agora imaginem o que é organizar um casamento durante 1 ano, com 2 visitas anuais de 15 dias cada. Tratar da cerimónia, Igreja, Registo Civil, festa, convites, fatos, vestidos, a nossa casa e sua decoração, etc... Resultado: 1 ano sem férias e uns pais e sogros de rastos de tanto ajudarem, pois sem eles teria sido impossível.
E para ajudar ainda mais decidi, mais uma vez e erradamente, não dar ouvidos à minha mulher e viajar para Portugal apenas uma semana antes da cerimónia a fim de respeitar os 15 dias de licença de casamento. Grande erro! Foram semanas, antes e depois, de autêntica loucura, de uma correria inimaginável, cujo cansaço ainda hoje e passados 15 dias se nota.
Mas valeu bem a pena. Disso não tenho dúvidas algumas, pois foi um dos passos mais certeiros que dei em direcção à felicidade.
Nada disso. Eu e a minha cara metade decidimos casar. Ou melhor dizendo: casámos (no passado mês de Abril), porque a decisão há muito que estava tomada. Muitos dirão que realmente é uma grande aventura, principalmente os mais "veteranos", mas a minha aventura do casamento começou muito antes de o concretizar.
Com uma relação estável há cerca de 6 anos decidimos ambos dar o passo em frente e casar. Só havia um senão: estávamos ambos por terras africanas (ela há 4 anos e eu há 2), logo a cerca de 6 mil quilómetros da nossa terra natal, à qual só íamos de 6 em 6 meses por 15 dias. Agora imaginem o que é organizar um casamento durante 1 ano, com 2 visitas anuais de 15 dias cada. Tratar da cerimónia, Igreja, Registo Civil, festa, convites, fatos, vestidos, a nossa casa e sua decoração, etc... Resultado: 1 ano sem férias e uns pais e sogros de rastos de tanto ajudarem, pois sem eles teria sido impossível.
E para ajudar ainda mais decidi, mais uma vez e erradamente, não dar ouvidos à minha mulher e viajar para Portugal apenas uma semana antes da cerimónia a fim de respeitar os 15 dias de licença de casamento. Grande erro! Foram semanas, antes e depois, de autêntica loucura, de uma correria inimaginável, cujo cansaço ainda hoje e passados 15 dias se nota.
Mas valeu bem a pena. Disso não tenho dúvidas algumas, pois foi um dos passos mais certeiros que dei em direcção à felicidade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



